Vida de internista
Vim parar à Medicina não sei ainda bem porquê, confesso que não foi paixão desde o infantário. Nessa altura queria ser bailarina, professora ou outra coisa qualquer que não tivesse sangue e outras coisas à mistura. Não tirei o curso com uma perna às costas, até porque não sou contorcionista. Mas quando chegou a altura de escolher a especialidade pareceu-me claro como água que só podia ser Medicina Interna. Queria ser Médica com M grande, tal e qual João Semana dos tempos modernos, Madre Teresa de Calcutá da Medicina, correr mundo com a AMI, tratar o doente como um todo em vez de o esquartejar (salvo seja) aos bocados, ou melhor às partes. E ainda assim penso. É uma especialidade completa, abrangente, agora a fazer lembrar o Dr. House para os menos entendidos. Claro que tudo isto tem muito de sonho, de ilusão, a realidade é bem mais dura. E é preciso muita perseverança para não esquecer o que é que me trouxe até aqui. Já senti muitas dúvidas, já pensei em deixar a Medicina, mas a verdade é que esta é a minha missão. É claro que a missão fica esquecida no meio do caos, das más condições de trabalho, da correria do dia a dia. Às vezes os doentes deixam de ser doentes para serem números de camas, deixamos de os tratar por Sr Manuel ou por D. Rosa, para serem os doentes da cama 3 ou 20. Quantas vezes achamos que é impossível continuar a trabalhar assim. A mensagem do presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, relata bem essa realidade.
Amanhã vou estar de urgência, prevê-se a confusão habitual... prevê-se que a meio do turno desespere e me apeteça chorar ou fugir. E é nessa altura que tenho que me lembrar no meu objetivo: os doentes. O tentar ajudar o próximo. Tenho que me lembrar então dos princípios do Reiki: Só por hoje: sou calma, confiante, grata, trabalho honestamente e sou bondosa. Se é fácil? Não. Se consigo? nem sempre. Mas se não tentar nunca saberei. E até agora tenho tido bons resultados. O ser humano pode ser maravilhoso, há que conseguir encontrá-lo mesmo nas situações mais desesperantes.
Amanhã temos esta conversa outra vez... quem sabe...
Fiquei sensibilizada pela sua mensagem de ânimo e de reconhecimento.
https://www.publico.pt/2017/01/04/sociedade/noticia/carta-aos-internistas-1756917Amanhã vou estar de urgência, prevê-se a confusão habitual... prevê-se que a meio do turno desespere e me apeteça chorar ou fugir. E é nessa altura que tenho que me lembrar no meu objetivo: os doentes. O tentar ajudar o próximo. Tenho que me lembrar então dos princípios do Reiki: Só por hoje: sou calma, confiante, grata, trabalho honestamente e sou bondosa. Se é fácil? Não. Se consigo? nem sempre. Mas se não tentar nunca saberei. E até agora tenho tido bons resultados. O ser humano pode ser maravilhoso, há que conseguir encontrá-lo mesmo nas situações mais desesperantes.
Amanhã temos esta conversa outra vez... quem sabe...


Boa noite Drª Alexandra,
ResponderEliminarJá ouviu falar de "Mandalas"?
É um tema interessante e estou certo que lhe poderá vir a interessar. Deixo-lhe aqui um artigo sobre essa "matéria"
MANDALAS PARA MEDITAR: ABRINDO PORTAS ATÉ ENTÃO DESCONHECIDAS
Nos últimos tempos as mandalas se tornaram muito populares na cultura ocidental, porém sabe-se ainda muito pouco sobre elas.
No artigo de hoje você vai descobrir um pouco mais sobre esta técnica antiga de cura, meditação, expansão da consciência e elevação espiritual.
Mandalas são diagramas ou representações esquemáticas e simbólicas do macrocosmo e do microcosmo, usadas no budismo e hinduísmo.
A palavra mandala significa círculo em sânscrito. Esta palavra também é conhecida como “roda” e “tudo”. Além de sua definição, do ponto de vista espiritual, é um centro de energia de equilíbrio e purificação que ajuda a transformar o ambiente e a mente.
As mandalas se originaram na Índia e se espalharam pela cultura do mundo. Na cultura ocidental, o famoso Psicoterapeuta, Carl G. Jung usava as mandalas nas terapias, de modo a atingir a busca da individualidade. Jung usou-as também para interpretar sonhos, traçando uma mandala diária. A partir dessa atividade descobriu a relação que as mandalas tinham com o psiquismo humano, desenvolvendo dessa forma, uma teoria sobre a estrutura da psique humana.
De acordo com Carl Jung, mandalas representam a totalidade da mente, englobando tanto o consciente, quanto o inconsciente. Segundo ele, o arquétipo destes desenhos está firmemente ancorado no subconsciente coletivo.
As mandalas também são definidas como um diagrama cosmológico que pode ser usado para a meditação. É constituída por uma série de formas geométricas concêntricas dispostas em diferentes níveis visuais. As formas básicas utilizadas são: círculos, triângulos, quadrados e retângulos.
De acordo com a psicologia, a mandala representa o ser humano. Interagir com elas ajuda a curar a fragmentação mental e espiritual, para expressar a sua criatividade e se reconectar com seu eu essencial. É como começar uma viagem à sua essência, ABRINDO PORTAS ATÉ ENTÃO DESCONHECIDAS, conectando dessa forma, a sua sabedoria interior.
PRÁTICA:
1) Sente-se em um lugar confortável.
2) Faça uma respiração ritmada e profunda, e observe uma mandala de sua escolha.
3) Você será levado a um estado de relaxamento e irá se sentir mais alerta para os eventos que acontecem em torno de você.
4) O processo de observação pode durar entre três e cinco minutos.
BENEFÍCIOS:
1) Início dos trabalhos de meditação ativa.
2) Conexão com sua essência.
3) Melhor expressão com o mundo exterior.
4) Ajuda a expandir a consciência.
5) Desenvolvimento de paciência.
6) Despertar dos sentidos. (É provável que você comece a ver o que está ao seu redor com olhos diferentes).
7) Você começará a ouvir a voz de sua intuição.
8) Você poderá alcançar cura física e psíquica.
FORMAS E SIGNIFICADOS
Mandalas não são simples desenhos coloridos. Todos os elementos são integrados e têm significado.
Conheça alguns dos mais utilizados:
CÍRCULO: movimento; o todo; o verdadeiro eu;
CORAÇÃO: amor; felicidade; sentimento de união.
CRUZ: união do céu e da terra; vida e morte; o consciente e o inconsciente.
QUADRADO: processos da natureza; estabilidade; equilíbrio.
ESTRELA: símbolo da espiritualidade; liberdade; elevação.
ESPIRAL: vitalidade; poderes de cura; busca constante de plenitude.
HEXÁGONO: união dos opostos.
LABIRINTO: envolve encontrar o centro de si mesmo.
BORBOLETA: auto-renovação da alma; transformação.
PENTÁGONO: silhueta do corpo humano; terra; água; fogo.
RETÂNGULO: estabilidade; intelecto; desempenho; a vida terrena.
TRIÂNGULO: inconsciente; vitalidade; transformação;
Adoro mandalas e vou ler atentamente o artigo que me mandou! Grata!
ResponderEliminarAcho que tens de experimentar biodanza :-) beijinhos da Vera
ResponderEliminarGostei do relato genuíno do seu dia a dia. Como doente desta especialidade esqueço o ser humano que seja um esta do outro lado
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